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Uma tarde no atelier do mestre Francisco Biojone

Por Bia Moraes Alves*

Sempre admirei o trabalho de Biojone, sua ótica plástica, seus caminhos desenvoltos em uma linguagem fascinante e irretocável. Suas pinceladas nos mostram o vigor de um artista em pleno trajeto gestual.

Conhecer o espaço de um artista, seu atelier, é entrar em seu mundo, sonhos, devaneios… Tocar um pouco sua alma. Biojone nasceu em Campinas em 1934. Foi integrante do Grupo de Vanguarda, responsável pela renovação das artes plásticas em Campinas nas décadas de 60 e 70. Ganharam projeção inúmeras exposições ao longo de sua trajetória. Citarei somente algumas, pois seu curriculum é muito extenso: Museu de arte de SP “Assis Chateaubriand” (MASP), Museu de arte Moderna de SP, do Rio de Janeiro, MAC USP, Museu de Arte de Curitiba, Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte.

Museu de Arte de Ribeirão Preto, Brasília, Galeria de Arte da Unicamp. Em sua carreira internacional, estão inclusos países como França, Taiwan, Portugal, México, Itália, Estados Unidos.

Ao visitar a extensão, pude contemplar seu acervo em várias fases: figurativo, abstrato, expostos numa única intenção aos meus olhos, o despojamento de um mestre. Pessoa simples, sem a afetação de um grande artista, que divide suas emoções, complexidades, criatividade, delírios e imaginação em formas e cores, e que nos remete à beleza de sua arte!