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Pilates x Gyrotonic

Muito se tem falado em técnicas de exercícios para prevenção, promoção de saúde, reabilitação e condicionamento físico. Atualmente existem comparações, semelhanças e questionamentos diante de alguns métodos que têm se mostrado eficazes nos quesitos qualidade de vida.

Os métodos Pilates e Gyrotonic já são unanimidade, em vários países, entre os praticantes que preferem exercitar-se de forma diferenciada.

Uma técnica desenvolvida desde 1977 e que hoje está ficando mais conhecida no Brasil, o Gyrotonic, criado pelo Romeno Julio Horwath, entra num alto grau de comparação com o Pilates – desenvolvido pelo alemão Joseph Pilates durante a Primeira Guerra Mundial – por terem algumas semelhanças. Cada método tem suas particularidades e seus embasamentos, mas ambos preconizam a melhora do ser humano.

A comparação se dá inicialmente pelos equipamentos, feitos de madeira e visualmente muito bonitos, além de muitas vezes estarem juntos em estúdios de Pilates, o que promove uma ligação dos métodos. Pode-se dizer que os aparelhos se assemelham, porém têm propostas diferentes. Os de Pilates são compostos por molas em que o indivíduo trabalha constantemente contra uma direção; já o principal equipamento do Gyrotonic é a torre composta por um sistema de polias e roldanas com pesos e por pratos giratórios, o que dá ao corpo tanto apoio como resistência e a possibilidade de explorar os diversos planos do corpo no espaço.

A respiração é outra semelhança usada como princípio básico para equilibrar os sistemas corporais. Contudo, a forma de trabalhar também é diferente. No Gyrotonic, a respiração é mais intensa, com padrões bastante diversos e foco no mover a coluna e no desintoxicar do sistema.

Já no método Pilates, a respiração é utilizada para facilitar ou desafiar o movimento, de acordo com o exercício e a necessidade de cada praticante. Ele borda a globalidade do ser e em que há uma tendência a movimentos mais lineares, bidimensionais.
Gyrotonic é uma técnica em que predomina exercícios em três dimensões e trabalha o corpo integralmente em todos os planos.
Tanto no Gyrotonic quanto no método Pilates, a estabilização é dinâmica, e o limite de cada corpo é respeitado. Ainda assim, pode-se dizer que o Gyrotonic possui maior complexidade pela combinação de planos de movimento num mesmo exercício e, devido à diversidade e intensidade da respiração – razão pela qual tende a ser mais desafiante e dinâmico.
Existem as distinções de enfoques e benefícios para postura, condicionamento e respiração. Apesar de os dois se concentrarem em ensinar o corpo a funcionar de forma eficiente, empregando todos os músculos na atividade, inclusive os que não costumamos usar em nosso cotidiano e, equilibrarem o sistema energético do corpo, o Gyrotonic coloca a sua ênfase nesse sistema; o Pilates, no sistema músculo-esquelético.
Nada mais válido, porém, que trabalhar com técnicas que tenham comprovações e embasamentos científicos e que, com os avanços e os interesses nessa área, têm se desenvolvido com frequência. O que vale é o respeito aos estudos, saber que um método não invalida o outro e agradecer o privilégio de poder escolher, entre várias, a melhor técnica que agrade e que se adapte à necessidade atual de cada um.