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Le Royal Monceau, Paris

Por Guacira Lotufo

A Torre Eiffel, a Catedral gótica de Notre Dame, o Arco do Triunfo, o Palácio de Versailles, passeios românticos, boa gastronomia, hotéis de luxo, são algumas das referências mais conhecidas quando se fala da Cidade Luz. Incorporando a elegância parisiense, está, na Avenue Hoche 37, o Le Royal Monceau, hotel considerado o favorito (nos anos vinte e até hoje) para hospedagem e ponto de encontro das estrelas do cinema, escritores, pessoas da sociedade, políticos e antenados. Desde a sua inauguração em 1928, a intenção de seus fundadores, Pierre Bermond e Andrew Jugnot, que contrataram o arquiteto Louis Duhayon para projetá-lo, sempre foi oferecer aos seus hóspedes uma experiência memorável: sentir-se em casa e, ao mesmo tempo, longe dela.  E conseguiram.

Anos se passaram. Qatary Diar comprou o hotel e junto à rede Raffles Hotels & Resorts, uma das maiores especialistas em hotéis de luxo, realizou um projeto de ampla repaginação sob a criação e supervisão do designer Philippe Starck, que levou originalidade, beleza e arte, com perfeita integração entre passado e presente, sem esquecer de oferecer uma atmosfera agradável, onde o visitante encontra uma intimidade que nunca será esquecida.

Na recepção, um grande salão se abre e uma mudança de cenário acontece. Um largo corredor está pontuado por pequenos salões privados e micro-vitrines. Objetos de arte, livros, bibelôs e vasos de outros países foram ali colocados como se fossem lembranças trazidas de viagens. Le Grand Salon é convidativo para tomar uma bebida, comer alguma coisa, bater um bom papo, ler ou simplesmente devanear, compartilhando com Le Bar Long (com mesas altas, iluminadas, típicas para um drink), um encantador jardim, projetado também por Philippe Starck, de onde se vê, no sub solo, o movimento da água da piscina do Spa My Blend, com 1500 m², envolto em uma luz branca, tão suave que proporciona a sensação de ter entrado  no paraíso.

Ao lado, o Le Cigare Bar propicia aos amantes de Havanas e Monte Cristos a oportunidade de apreciar seus charutos, tomando licores, lendo jornais, conversando ou fazendo uma deliciosa refeição, preparada pelo chef Andrew Lawrence.

No restaurante francês La Cuisine, com uma elegante e deliciosa atmosfera de grande sala de jantar familiar, o chef  Gabriel Grapin,  dá ênfase as especiarias cultivadas no jardim botânico do hotel.

Com um incrível e novo visual (a entrada tem suas paredes revestidas de esculturas de conchas) entre o barroco e a arte contemporânea, o restaurante italiano II Carpaccio é pilotado pelo chef toscano Roberto Rispoli, sendo todo o conjunto adornado com as fantásticas obras de Pae White e as instigantes de Rosson Crow. A biblioteca, a livraria e a sala de cinema (com aproximadamente 100 lugares), possuem uma arquitetura sóbria pontuadas por efeitos poéticos.

Depois de percorrer inúmeros metros quadrados, sempre com muito glamour, chega-se a monumental escada, que Starck multiplicou com espelhos que refletem os lustres do Royal Monceau e nos leva às 64 suites cujas metragens variam entre 55 e 350 m², sendo três presidenciais e os 85 quartos entre 35 a 50 m². Redecorados com extremo bom gosto e materiais nobres, fazem parte dessa harmoniosa e inusitada decoração livros colocados aqui e ali, guitarra com assinatura de alguém famoso, mescla de móveis contemporâneos com os de estilo, fotos de uma bela noite, obras de arte refletidas nas paredes, uma concha de Murano e, sobre ela, um colar de pérolas, um abajur com desenho propositalmente rabiscado… Os closets são quase todos revestidos com generosos espelhos, dando a sensação de uma sala de provas da alta costura. Os banheiros são de mármore, com aço inox e espelhos. As luminárias são exclusivas para cada ambiente.

Por todas estas razões, Le Royal Manceau é o eleito dos que valorizam o deleite de uma experiência memorável.