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É possível construir a informação?

No momento de definir a instituição de ensino para matricular seus filhos, é comum se deparar com uma série de questões a serem esclarecidas, afinal é uma decisão que trará consequências para o resto da vida – sua e deles. Uma das dúvidas mais comuns é quanto ao método de ensino adotado, que orientará os professores em cada passo dado em sala de aula.


Muito se ouve falar do Construtivismo, conceito desenvolvido por escolas contemporâneas. A ideia central é de que o aluno deve participar ativamente da construção do próprio conhecimento, com incentivo dos pedagogos. A curiosidade deve ser atiçada de maneira que este elabore perguntas e respostas a partir do próprio acervo de informações, seguindo uma linha de raciocínio lógica e acompanhada pelo professor.

As aulas são normalmente compostas por discussões, trabalhos em grupo e experimentações. Por exemplo, em geometria, é  comum levar ao conhecimento da forma a partir da construção da mesma, ao invés de desenhá-la na lousa e descrever suas características. A proposta consiste em tornar o aluno hábil a desenvolver seu raciocínio e chegar às próprias conclusões, ao invés de simplesmente absorver conceitos já formulados através de aulas expositivas – o mecanismo de decorar é extremamente desvalorizado e considerado ultrapassado.

Muitos questionam: a escola construtivista não corrige o aluno? Nada disso. A diferença é que, ao invés de negar a afirmação do estudante, substituindo-a pela correta, o professor o leva a entender por que seu pensamento não procede, direcionando-o à linha de raciocínio que o levará à resposta de sua dúvida.

Definir qual é o melhor caminho pode ser uma tarefa bem mais fácil se você não pensar somente em qual sistema mais acredita ou considera funcional, mas sim qual se adéqua ao perfil do seu filho. Apesar de o Construtivismo fornecer a instrumentos para aguçar o senso crítico e lógico de qualquer criança, existem casos em que obrigações como decorar e mostrar resultados funcionam mais, devido ao temperamento do estudante.

A psicóloga Lisette Contatore, que já teve experiências em escolas construtivistas, afirma que o método é base para qualquer conhecimento recebido no futuro. “O construtivismo respeita as fases de maturidade da criança”, afirma ela. Acredita também que a eficiência do aprendizado depende do convívio com os pais, que devem mostrar as coisas e o porquê delas a todo momento, além de incentivar jogos educativos, como quebra-cabeça e War.

“A educação vem de casa. Os pais têm que acreditar que é experimentando, construindo, observando o mundo, que o conhecimento será incorporado”, diz Lisette.