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Pilates

Para seu perfeito funcionamento, o corpo necessita de movimento. Mas, movimento ordenado, sem sacrifício. A essência da vida é o movimento e foi assim que Joseph Pilates criou o método, em 1920. Com foco no princípio “mente sã, corpo são” traz influências como yoga, zen budismo, artes marciais e, exercícios praticados pelos antigos gregos e romanos.

Um método de condicionamento físico que utiliza movimentos naturais e favorece o desenvolvimento físico através de exercícios pensados para a anatomia humana. Sua finalidade é restabelecer ou melhorar a qualidade das ações articuladas que exercemos no dia a dia, para que não haja gasto desnecessário de energia – o que pode ser garantido com a execução precisa de atividades.

O Pilates é uma técnica de reeducação postural que melhora a força, flexibilidade, equilíbrio e coordenação; possibilita o aumento da estabilidade para pelvis e cintura escapular (ombros); previne doenças e auxilia na reabilitação física; melhora dores, alivia o estresse e a tensão; desenvolve a função e eficiência pulmonar, e; aumenta a consciência corporal.

Nascido na Alemanha em 1883, Joseph previu na adolescência eu futuro numa cadeira de rodas e, por isso, começou a estudar como autodidata a anatomia e fisiologia humana, além de fundamentos da medicina oriental. Com isso, elaborou exercícios em aparelhos rústicos inventados por ele, que o ajudaram a levar uma vida longa e saudável.

Inaugurou, no início dos anos 20, seu estúdio em Nova Iorque com o foco na reabilitação de lesões e no fortalecimento muscular. Vale ressaltar que ele não se centrava em exercícios padronizados, servidos como uma receita reutilizável de sujeito para sujeito. Perante determinado indivíduo, Joseph alterava radicalmente seus planos básicos de exercícios.

Após sua morte, em 1967, Romana Kryzanowska continuou a tradição de ensinar o método. Por mais de cinquenta anos ensinou, ministrou palestras e realizou demonstrações em todos os Estados Unidos e no mundo.

Romana era bailarina da School of American Ballet e, após uma lesão, recorreu a Joseph – isso em 1941. Desde então acredita que o Pilates, quando ensinado corretamente, é para todos. “Quando o aluno tem a sua primeira aula, é mais para o professor ver o seu corpo como é, o que está disposto a fazer e quais os exercícios que devem ser evitados”, diz Kryzanowska.

Atualmente existe uma polêmica sobre duas frentes da prática, que estão sendo trabalhadas: o Pilates Original e o Pilates Contemporâneo. Porém, isso não vem a ser uma concorrência ou mesmo comparação de melhor resultado ou desempenho, mas deve ser encarado como adaptação devido ao desenvolvimento científico de estudos na área – afinal, vem crescendo o número de pesquisas sobre o método.

Ampliou-se o conceito de centro; enfatizam a organização da caixa torácica; alongamento axial; coluna e pelve neutra, e; estabilidade estática e dinâmica. A utilização de materiais não reconhecidos como originais são utilizados com o intuito de proporcionar um melhor aprendizado e facilitar a conscientização corporal dos alunos.

Ainda assim, a essência do Pilates é a mesma: utilizando princípios com o objetivo de trabalhar o corpo como um todo, no ritmo de cada aluno, respeitando suas necessidades.

Independente de como e onde o método for praticado, os praticantes devem ter os limites considerados e o corpo deve ser trabalhado como um todo para promover saúde, beleza e qualidade de vida.

“O sistema humano depende da vitalidade do corpo, coordenação corpo-mente: o equilíbrio perfeito”- Joseph Pilates.

Grazielle Barreto